Á Espera do Lobo



Eu não me toquei
Na noite anterior,
Não tive aquele estímulo
Que você sempre me dava
Nas madrugadas
Em que a excitação aflora
Dentro de mim;
Até cheguei a dormir;
Porém a mente maliciosa
Trabalhava;
Tive sonhos eróticos
Penitentes.
Mas essa noite
Tão lasciva
Senti meu corpo ferver
A espera de você,
De ouvir seus gemidos
E de me falar coisas safadas
Bem no meu ouvido;
Eu até ousei tirar a roupa
Fiquei de calcinha e sutiã;
Vi que
Os bicos dos meus seios
Estavam duros
E a droga da calcinha molhada;
Minutos depois me irritei
Com a calcinha,
Com tudo;
Fiquei nua
A deliciar minutos
Dos meus desejos;
Assisti a um filme pornô
E virei à madrugada;
Por uns instantes
Nos meus delírios
Eu pude te sentir
Tocando o meu corpo
Como um lobo a me devorar.

Clarisse da Costa
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